PÕR-DO-SOL, ESTRELAS E LUAR

From ZANKYOU MAGAZINE.

Um cerimonialista para oficializar o matrimónio

   Casar com as estrelas, o sol ou a lua como testemunhas é um privilégio! Case com a natureza à sua volta e deixe entrar as good vibes no seu matrimónio. Felicidade não lhe vai faltar… Nem ao seu amor!

   Não há nada como a natureza! Tal como o próprio nome indica (natureza), tudo o que é vivido neste âmbito, é aproveitado sem artificialismos! Tudo é puro! Assim é a natureza. Portanto, tem de a aproveitar no dia mais importante da sua vida. Seja, com as estrelas como testemunha ou com os raios do sol a queimarem-lhe a cara. Diga “sim”, ao som dos passarinhos e dos riachos a correr, do ritmo doce da liberdade e da beleza do pôr-do-sol a deixá-la ainda mais leve. Receba a lua de braços abertos, já casada, e “delicie-se” num belo espaço, carregado de flores, árvores e muito mais. 

  Como já deve ter percebido, a natureza é uma bênção que tem de ser aproveitada. Atire-se para os braços do seu amor, diga-lhe “sim”, mas só se a lua, o sol e as estrelas aprovarem.

   Agora, só lhe falta um celebrante para oficializar a sua união com o amor da sua vida. Mariano Salvatore Sarno colabora convosco para tornar o vosso sonho de casamento em realidade, celebrando uma cerimónia totalmente personalizada, segundo os vossos gostos, desejos e valores mais importantes.

As testemunhas ouviram?

   Mariano está pronto para juntá-la e ao seu mais que tudo, de acordo com vários ritos simbólicos especiais, que encherão de emoção e admiração os convidados. A sua cerimónia será única e inesquecível, com o rito da luz, da areia, do handfasting, da garrafa, e muitos outros. No fim da cerimónia, será entregue aos noivos um certificado de casamento. Especialista em Elopement Weddings , aquelas lindas cerimónias reservadas apenas para os noivos, garante o celebrante:  Como celebrante, a minha tarefa é dar ao casal o máximo das emoções, para que possa viver um momento absolutamente inesquecível e para que possa ter aquela sensação do prazer de serem só os dois, mas não aquela da solidão e da falta de familiares e amigos” .

 

 

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ELOPEMENT WEDDING

Quero a lua…

O elopement wedding está na moda? Está, com certeza.

Independentemente das razões pessoais, sociais ou económicas que podem levar duas pessoas a casar de uma maneira tão pouco tradicional, esta cerimónia é sempre muito bonita, e proporciona imensas emoções. Enfim, é garantidamente um sucesso.

Porque muitos casais escolhem a fórmula do elopement wedding, uma cerimónia simples e às vezes quase improvisada, sem convidados, sem família nem amigos? Pela minha experiência, as vivências do passado podem ter uma grande influência neste tipo de decisão; embora seja extremamente raro que o casal queira entrar nos detalhes mais pessoais ao contar a sua história, consigo perceber que entre eles existe uma ligação muito profunda e especial, a sensação de algo misterioso mas poderoso, uma energia muito forte. Um relacionamento contrastado pelas famílias? O desejo de fugir das obrigações e das convenções familiares? Uma maneira muito intimista de viver um amor sem limites? A vontade de viver algo absolutamente inesquecível, num lugar mágico, completamente sozinhos e afastados do mundo, apenas eles e aquele imenso amor? 

   Ao escrever o texto da cerimónia, tento imaginar, supor, descobrir, mas acredito que não seja muito fácil entrar naquele mundo. Poderão também apontar razões económicas. É possível, mas acho que este fator se posiciona provavelmente no fim da classificação. Todos conhecemos os incríveis sacrifícios que a maioria dos casais está disposto a fazer para realizar a cerimónia dos seus sonhos, na quinta mais linda, com dezenas ou centenas de convidados…

   E se elopement wedding deve ser, porque sujeitar-se a um rito civil frio e burocrático? A  cerimónia simbólica, com um celebrante especializado, é seguramente a melhor opção, a única que realmente permite ao casal tornar o seu sonho realidade. 

   A realização da cerimónia pode ser a mais variada: há casais que solicitam os serviços de uma wedding planner, para criar o cenário desejado e garantir os melhores serviços. Alguns preferem a mais total independência. Mas há muitos casais que gostam que a cerimónia seja realizada em locations bem mais originais e …improvisadas : num bosque, debaixo de uma árvore secular; nas rochas ou na areia de uma praia afastada e selvagem; num barco em navegação; até no parque público da cidade, ou na área envolvente de um monumento ou edifício histórico, para eles repleto de significado.

   Um elopement wedding que foi para mim inesquecível, foi no adro de uma capela, no alto de uma montanha, bem no centro de Portugal, perto de uma aldeia histórica, praticamente deserta, habitada apenas por raras pessoas muito idosas. Não foi fácil chegar lá, até o GPS entrou em tilt e mandou-me passar por caminhos absurdos no meio do mato.

   Os noivos, duas pessoas cheias de vida e alegria, vinham de Austrália, ele descendente de portugueses, ela de nepaleses. Escolheram aquela capela porque nela casaram os avós do noivo, antes de emigrar para a terra dos cangurus. Ao lado de um antigo espigueiro, os noivos tinham colocado uma velha mesa muito rústica, provavelmente arranjada no local, toda coberta de flores do campo. O som saia de um telemóvel com uma mini coluna Bluetooth. A cerimónia foi muito emocionante, aquele lugar transbordava de significado e simbolismo. Enquanto contava a história dos noivos, sentia aquele imenso silêncio à minha volta, e o meu olhar percorria aquela alegre desolação; imaginava as antigas ruelas, agora desertas, cheias do movimento: os camponeses a voltar dos campos, os carros e os bois, as mulheres a conversar na rua, as crianças a correr. Durante a cerimónia um senhor idoso veio a sentar-se em silêncio em frente a capela.

   Terminada a cerimónia, os noivos beijaram-se naquele silêncio mágico e absoluto e, na aldeia semi-abandonada, o céu não podia ser mais azul. Achei engraçado o facto dos dois jovens terem chegado à aldeia conduzindo um enorme e luxuoso Mercedes descapotável, aparatosamente decorado, carro esse que parecia absolutamente gigantesco, estacionado naquela ruela tão estreita, no meio daquelas antigas paredes todas tortas. Não foi simples para eles sairem da aldeia naquele transatlântico. O ruído violento do motor rompeu o silêncio absoluto, e os noivos, buzinando com muita alegria, despediram-se daquele mundo perdido.

   O senhor sentado em frente a capela, que observava silenciosamente a cena, suspirou profundamente, levantou-se e, apoiando-se na sua bengala, vagarosamente começou a descer a ladeira.

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A RENOVAÇÃO DOS VOTOS

   

Algarve-Casamento Dream Day Wedding Planner-Foto Golden Days Photography

A renovação de votos é um momento bonito e importante na vida do casal; é uma ocasião para festejar, mas também para refletir, recordar o passado, viver o presente e olhar para o futuro.

   Quando falamos de renovação de votos, pensamos normalmente em recorrências importantes, como o vigésimo quinto aniversário ou mais, mas na realidade não existem limites de tempo para este evento. Pessoalmente, gosto muito das renovações de votos do quinto ou décimo ano. São duas situações muito diferentes: no primeiro caso, as lembranças do dia do casamento são ainda muito vivas, e os laços com o passado muito fortes. No segundo, o casal está a viver uma paixão mais madura, e a vida, social e familiar, já tem um rumo mais delineado; já viveu muitos momentos de alegria, mas também passou por algumas dificuldades, e orgulha-se de te-las superadas, ou sente a necessidade de comprometer-se a supera-las.

   A cerimónia de renovação dos votos matrimoniais é um momento de grande emoção e romantismo, e, às vezes, também de alegria. Gosto especialmente quando o casal recorda com alguma ironia ou sentido do humor, episódios engraçados ou caricatos vividos juntos, ou situações mais complicadas mas que felizmente já pertencem ao passado.

   A renovação de votos pode ser celebrada mais tradicionalmente numa location com a família e os amigos, mas também pode ser no estilo elopement wedding, isto é, apenas o marido e a mulher, quase improvisando o evento num lugar especial. Gosto muito deste tipo de cerimónia, dá sempre vida a momentos muito especiais.

   Das várias cerimónias que celebrei, há uma renovação de votos que ficou gravada na minha memória. Foi já há algum tempo, numa quinta muito bonita no Vale do Douro. Uma location esplêndida, extremamente romântica, não apenas pela sua beleza e o maravilhoso panorama envolvente, mas também… pela dificuldade de acesso; muitos quilómetros de uma estrada estreita, perdida no meio de matas e vinhas. Que melhor pretexto para esquecer o carro e os compromissos, e ficar a gozar do luxuoso conforto da quinta e do …amor?

Foto Carla Machado

   A parte mais difícil coube, como sempre, ao celebrante, ou seja a mim, muitos quilómetros de noite, debaixo de chuva torrencial e denso nevoeiro, com visibilidade muitas vezes não superior a 10 metros. Quando cheguei à quinta, confesso, ajoelhei-me e beijei a terra. A escuridão era quase absoluta, apenas filtrava uma pequena luz pela porta da capela. Uma jovem senhora muito elegante, no seu vestido branco bordado mas muito discreto, avisou-me que a cerimónia seria uma surpresa para o marido, embora ele estivesse à espera de algo especial para o décimo aniversário de casamento. A seguir entrou no local da cerimónia, decorado com muitas velas e flores, ao som da sua música preferida, para o serviço fotográfico. O fotógrafo era …o funcionário da recepção do hotel, que seguidamente foi chamar o marido, que passeava nervosamente pelo hall da quinta. Podem imaginar a surpresa deste jovem senhor ao entrar no local da cerimónia, o seu olhar podia ser de alguém de repente sugado por uma nave espacial, e o extraterrestre era…eu. Acompanhado pela voz maravilhosa da Ana Moura, alcançou timidamente a esposa junto ao “altar”. A história do casal era muito bonita, e as lembranças vinham de longe: o primeiro encontro, há 15 anos, o amor contrastado dos primeiros anos, os sucessos e as dificuldades.

   Quando foi o momento da renovação dos votos, o marido teve de improvisar, mas tive a impressão que aquele senhor, muito sério e de poucas palavras, de alguma forma aguardasse há muitos anos por uma ocasião tão especial para expressar todo o amor que fervia dentro da sua alma e que, durante estes 15 anos, não tinha tido a capacidade de deixar fluir. Foi , com certeza, um momento de grande emoção e, como podem imaginar, de muitas lágrimas. Após as frases conclusivas do rito, o casal saiu da sala dançando. 

Foto Carla Machado

Voltei para o carro cheio de satisfação por ter conseguido ajudar aquele casal a consolidar e tornar ainda mais forte a sua união. Terminada a magia, o que me esperava não era nada agradável, vinte quilómetros perdidos no nada, naquele clima tipo Jurassic Park, The Lost World, mas que importa …

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CASAMENTOS SURPRESA

   

Algarve-Casamento Dream Day Wedding Planner-Foto Golden Days Photography

Hoje trazemos-lhe um assunto no mínimo original: o casamento surpresa. Já se imaginou a ser surpreendida pelo seu noivo com um casamento? Nem lhe passava pela cabeça, pois não? Mas é possível. A única diferença é que será um evento simbólico. A formalização no civil ou no religioso podem e devem ser celebrados depois numa data a combinar.

   Este tipo de casamento implica, acima de tudo, muito amor, imaginação e alguma audácia. É um evento muito bonito e cheio de emoção. E se for você a preparar um casamento surpresa ao amor da sua vida? 

Com base na minha experiência, os casamentos surpresa têm dois grandes objetivos:

  • Em alguns casos, o noivo ou a noiva desejam organizar e experiênciar um evento muito especial, como manifestação dos seus mais puros sentimentos. 
  • Noutros casos, um dos membros do casal deseja enviar ao seu parceiro uma mensagem, absolutamente romântica e emocional. Esta opção verifica-se, maioritariamente, quando o casal está a atravessar uma fase muito especial no seu relacionamento, sentindo a necessidade de ter um novo começo. Recomeçar a viver, depois de um momento de vida muito difícil, por exemplo. Mas, naturalmente, mil outros podem ser os motivos. 

   Contudo, é importante realçar que toda a dinâmica de manter o segredo até à chegada do celebrante não é fácil, precisa mesmo de ser um verdadeiro artista para isso. No entanto, muitos são os bem sucedidos que conseguem, de facto, manter a surpresa até, pelo menos, ao dia da cerimónia.

   Posto isto, deve já estar a questionar-se “Afinal, o que é necessário para organizar um casamento surpresa?”. As minhas sugestões:

  • Uma wedding planner 

   Uma wedding planner é seguramente aconselhável, sobretudo se a cerimónia se realizar fora do Pais ou noutra região, de forma a ajudar no que toca à organização do evento: a escolha da location, o catering (ou a organização de um jantar muito especial), assim como para tratar de todas as questões relativas à decoração do espaço (neste tipo de casamento há sempre muitas flores e pormenores diferentes. De facto, a ideia é criar um cenário fora do comum). 

  • A location

   Normalmente, os locais escolhidos para este tipo de casamento são jardins ou pequenas salas de hotéis, que apresentam uma maior disponibilidade para receber casamentos com apenas duas pessoas. No entanto, poderão também optar por restaurantes na praia, espaços na natureza, como praias, rochedos ou espaços arborizados.

   A parte mais complicada em organizar um casamento surpresa, para além de o manter em segredo, é convencer o noivo ou a noiva a levar uma roupa especial para um evento especial, dentro da sua mala de viagem, e ainda persuadi-la/o a vestir no momento em que se preparam para ir para o local, onde toda a cerimónia irá decorrer.

  • Um celebrante

   Celebrar um casamento surpresa não é fácil, e para o seu sucesso, é importante escolher um celebrante especializado. É necessário saber explicar muito bem o porquê da surpresa e a ligação com o lugar que foi escolhido para ser o palco deste acontecimento. Mas, acima de tudo, saber expressar e partilhar todos os sentimentos e as histórias que estão por detrás do evento, e, fundamental, criar a atmosfera certa, romântica e repleta de emoção.  

  • Outros essenciais:

   As alianças são, ainda, um aspeto que, obviamente, não deverá ser esquecido, assim como escrever votos matrimoniais particularmente inspiradores. Aconselho sempre também uma linda leitura, que se revele a ideal para aquela ocasião tão especial. .

   Para além disso, pense, também, numa prenda especial. Por exemplo, uma estadia num prestigioso hotel com spa é sempre uma ótima opção. 

   Contudo, a chave para o sucesso será sempre muito, muito amor, fundamental para garantir o exito do evento.

O meu mais bonito casamento surpresa de sempre?

   Foi no Algarve, numa praia acessível apenas através de barco e reservada, com exclusividade, para este dia. A florista tinha colocado um arco cheio de flores brancas e amarelas, a luz era quase violeta, o sol batia implacável. Os noivos chegaram ao local de motoscafo, vindos de uma excursão ao longo da costa. Ele descalço, mas muito elegante. Ela também descalça e com uma coroa de flores nos cabelos, apresentando apenas um vestido branco muito curto e quase transparente, que o vento quente dificilmente conseguia segurar. Quem eram realmente aquelas duas lindas criaturas tão alegres e verdadeiramente apaixonadas? Atores, modelos, …? Nunca quis saber! Uma empresa de catering tinha organizado um buffet de aperitivos, com uma sangria deliciosa e, para depois, um churrasco de peixe e carne. Todo o cenário e a sua envolvência eram exagerada e extraordinariamente fantásticos. De facto, a wedding planner tinha organizado o evento de uma maneira absolutamente perfeita, ao ponto que até as gaivotas fizeram questão de ficar por perto e a observar, silenciosamente, a cerimónia. 

   

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O RITO DA AREIA

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   Gosto muito de completar as minhas cerimónias com ritos simbólicos, são muito bonitos, personalizam imenso o casamento e criam sempre momentos inesquecíveis. Os convidados mostram sempre muito interesse, curiosidade e, muitas vezes, comoção. Para os noivos representam um momento romântico mas também de descontração e interação com a família e amigos.  Gosto seja dos mais tradicionais, como o rito da areia e da luz, como dos ritos de tradição Celta, por exemplo handfasting e Quaich. A seguir, publico um artigo da Magazine Zankyou, que apresenta o rito da areia. Completo o artigo, lembrando que este rito é absolutamente fantástico quando os noivos têm filhos. Qualquer seja a idade, eles adoram participar. Normalmente, para eles, utilizo uma terceira cor de areia, às vezes até uma cor de areia para cada filho ou até neto, é sempre um sucesso.  

(Artigo Zankyou, by Sol Ferraz)

Há muitos casais que não se identificam com nenhuma cerimónia de casamento tradicional, sentindo necessidade de enveredar por uma alternativa que tenha mais a ver com a sua personalidade. As cerimónias simbólicas  são perfeitas para colmatar essa lacuna, já que permitem na mesma que os noivos sintam a alegria de celebrar o amor e o espírito de comunhão. A cerimónia da areia é uma delas. Aqui, respira-se a energia da natureza e sente-se as vibrações positivas da cor. Como?

Vamos por partes para que perceba um pouco melhor o que é isto da cerimónia da areia e as suas vantagens.

Quando surgiu?

Diz-se que as cerimónias da areia têm origem nos antigos casamentos havaianos, realizados nas praias. Os noivos costumavam misturar as areias das suas terras de origem, se fossem diferentes. Hoje, podem optar por misturar areias coloridas e de todos os tipos, seja de que praia for. O casal começa por colocar a areia num frasco de vidro e depois despeja-o num recipiente maior, ao mesmo tempo, representando isso a sua união. Os grãos finos misturam-se, simbolizando assim o compromisso eterno do casal.

Alternativa ou complemento?

A cerimónia da areia tanto pode ser uma alternativa, como um complemento às cerimónias tradicionais. Embora seja mais adotada como alternativa a casamentos civis, também pode ser celebrada nos religiosos. Esta cerimónia é apenas mais uma forma de os noivos celebrarem a sua a união, sentindo-se assim mais originais e podendo ficar com uma recordação diferente da usuais. Esta cerimónia pela sua (possibilidade) de variedade de cores, cria uma envolvência especial, deixando noivos e convidados muito emocionados e felizes.

Vantagens

Ao contrário do que possa pensar, esta cerimónia não depende do clima. Pode ser realizada em diferentes condições, tanto no interior como no exterior. Sem falar que ainda permite algumas variações, de acordo com a vontade dos noivos. A mais comum é convidar alguns dos convidados (pais ou padrinhos, por exemplo) a despejar também um recipiente com a sua areia para o recipiente maior, dos noivos. Tudo isto tem um significado muito forte. É como se este ente tão importante também fizesse parte da união.

Areias e sua finalidade

Como já foi dito, cada noivo tem um recipiente (um jarro, uma garrafa ou um frasco) com a sua areia e aquilo que esta representa, segundo o que cada noivo escolher. O objetivo é verterem as suas areias, de cores diferentes, para um recipiente maior. Cada cor representa o que cada um leva para o casamento. O facto de juntarem as suas areias significa que a partir daquele momento já nunca mais se podem separar.

 

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UM CASAMENTO OUT OF THE BOX: NÃO SE LIMITE AO CONVENCIONAL !

Ritos especiais e simbólicos

Artigo publicado no portal Zankyou, de Joana Oliveira

Todas as relações são caracterizadas por uma música específica que transmite um significado estrondoso para as pessoas que as vivem; um lugar que narra uma história ou o começar da história a dois, um símbolo repleto de um valor sentimental abismal…Torne o seu casamento numa data única e faça com que admiração se apodere das faces dos seus convidados ao celebrar, por exemplo, o rito da luz, da areia, da garrafa, das rosas ou qualquer outro que deseje experienciar neste dia, que é simplesmente sobre vocês e para vocês.

Mariano Sarno, um celebrante que se disponibiliza para fazer parte do concretizar do vosso sonho mais romântico, quer seja na montanha, na falésia, a bordo de um barco em alto-mar, no meio da floresta…

Com este profissional tudo é possível e a magia é facilmente alcançável, ao mesmo tempo, que traz para a realidade o seu wildest dream – a sua ideia mais out of the box. 

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ELOPEMENT WEDDING

Artigo de Ana Apolinário, publicado em Zankyou Magazine de 25 de Julho de 2018.

Antes, voltemos novamente ao conceito. O que é, ao certo, um Elopement Wedding? Decerto já viu um filme em que dois personagens ficam perdidamente apaixonados (ou bem doidos) e correm para Las Vegas completamente inebriados (ou embriagados!) e quando caem em si, no dia seguinte, percebem que estão irremediavelmente… CASADOS?! Pois bem, esta pode ser uma definição deElopement Wedding, mas o casamento a dois também pode ser tranquilamente colocado em prática por casais em perfeita consciência, que o fazem apenas por uma questão de tempo, dinheiro, gosto pessoal, modo de vida incompatível com festas tradicionais ou até mesmo por falta de paciência para organizar uma grande festa. Ou, como já o referimos, por aqueles que apenas querem viver o momento com maior intensidade e intimidade.

Celebrante especializado neste tipo de casamento

Praia Mar e Sol

Sim, há celebrantes especializados em Elopement Weddings, portanto, como pode ver, nele terá todo o apoio e certeza de que o seu casamento (celebrado a dois… Ou três, já que o celebrante também estará presente) terá tudo para ser  maravilhoso, tanto ou mais do que os ditos tradicionais. O Celebrante Mariano Salvatore Sarno é um grande adepto deste tipo de casamento e tem vindo a especializar-se cada vez mais para que os noivos terminem a cerimónia completamente satisfeitos com a sua decisão… E até superando-lhes a expectativa. Tal como o próprio admite este tipo de boda requer uma celebração muito própria e especial, quase sempre acompanhada por especiais ritos simbólicos. “Como celebrante, a minha tarefa é dar ao casal o máximo das emoções, para que possa viver um momento absolutamente inesquecível e para que possa ter aquela sensação do prazer de serem só os dois, mas não aquela da solidão e da falta de familiares e amigos.”

Mariano Salvatore Sarno, tem vindo cada vez mais a celebrar elopement wedding, cada um com caraterísticas bem marcadas. É o caso do casamento a surpresa(normalmente é o noivo que organiza a cerimónia para fazer uma surpresa à noiva); casais que casam sem o apoio ou a aprovação das famílias; casais estrangeiros(sobretudo brasileiros) que querem simplesmente um casamento muito romântico numa praia ou num hotel muito especial. “Todos estes casais optam pela cerimónia simbólica, à procura de um casamento personalizado super íntimo e romântico”,esclarece Mariano.

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CASAMENTO CIVIL E CERIMÓNIA SIMBÓLICA

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   O casamento civil é um ato oficial e solene; como tal, muitas pessoas acham que seja um pouco frio e burocrático. Por esse motivo, muitos noivos resolvem casar pelo civil, num Consulado ou Conservatória, de forma muito simples, por vezes estando só os dois, organizando posteriormente uma linda cerimónia, numa quinta, num hotel ou num lindo jardim.

   A cerimónia será apenas simbólica, dado que, como sabem, no nosso País não tem valor legal, mas dará a possibilidade aos noivos não apenas de juntar a família e os amigos na celebração do próprio amor, mas também de realizarem um sonho, terem um casamento único e especial. De facto, a cerimónia simbólica, completamente livre e personalizada, é pensada e realizada com todos aqueles momentos românticos, emocionantes e espetaculares que os noivos mais desejam para aquele dia tão importante. Para realizarem este projeto, por vezes o casal pede a ajuda de um amigo ou familiar, mas são cada vez mais os que optam pelos serviços de um celebrante profissional. E isso faz toda a diferença.

   Muitos noivos perguntam se para simplificar as coisas, faz sentido e é viável organizar no mesmo dia e na mesma location o casamento civil e a seguir a cerimónia (ou vice-versa).

   Em teoria faz sentido, mas sobre a viabilidade desta ideia tenho muitas dúvidas.

   Excluiria, de facto, o casamento civil antes da cerimónia. A cerimónia é um momento importante, os noivos devem colaborar muito ativamente para o seu sucesso, a expetativa dos convidados é enorme (muitos deles nunca assistiram a uma cerimónia deste tipo…), portanto, é fundamental que os noivos entrem no cenário da cerimónia descansados, cheios de motivação e de vontade de desfrutar aquele especialíssimo momento de festa com os seus convidados.cave-do-porto-giardino1-e1426113043903

   Celebrar o casamento civil antes da cerimónia, quebraria decerto todas estas emoções. Não esqueçam que um dos momentos mais importantes da cerimónia é a alegria da saída dos noivos e a abertura da festa, momento esse que perderia todo o sentido se os noivos tentassem refazê-la após a realização do casamento.

   Mas também casar civilmente após a cerimónia parece-me pouco viável. Já assisti a esta situação e reparei no stress dos noivos e dos convidados. Imaginem, a cerimónia terminada, os primeiros festejos já iniciados, os aperitivos a serem servidos e, de repente, chegar o Conservador do Registo Civil e todos voltarem ao mesmo cenário para a realização do casamento civil. Os noivos estão cansados e um pouco desconcentrados; no verão, debaixo do sol abrasador, o calor começa a ficar insuportável, situação que não convence ninguém a voltar a sentar-se no mesmo lugar; os convidados depois de terem assistido a uma cerimónia, estão muito pouco ou nada interessados e, portanto, muitas vezes, evitam participar.

   Por vezes, alguns Conservadores não gostam de falar ao microfone, tornando difícil ouvir e seguir a celebração, principalmente pelos convidados que se encontram nas últimas filas, por isso mesmo os convidados mais corajosos ficam frustrados, acabando por o casamento ser seguido apenas pelos noivos e as pessoas sentadas nas primeiras filas.

   Enfim, pode ser uma experiência muito cansativa para os noivos, familiares e amigos. Sempre que possível, desaconselho…

Há quem pense (raramente, felizmente), que é possível misturar as duas coisas, o casamento civil e a cerimónia, pedindo-me para terminar o casamento civil fazendo uma mini cerimónia. Recuso sem hesitar, porque, para mim, não só não faz sentido, como cria também alguma confusão. O Conservador é um alto funcionário público e uma pessoa de prestígio, que com certeza não irá concordar ou gostar que alguém comece a discursar após ele ter acabado de celebrar o casamento civil, desvalorizando o seu serviço. Digamos que é uma situação constrangedora. O celebrante, também, não se sentirá realizado, celebrando apenas uma cerimónia parcial, com certeza não tão bonita como seria desejável,

   O mesmo acontece naquelas situações em que os noivos pedem ao celebrante para realizar uma mini cerimónia após um mini rito religioso de bênção das alianças e do casal, celebrado por um padre. Tudo mini, diria, também as hipóteses de sucesso. Além das considerações já apresentadas, há outro fator determinante que exclui a viabilidade desta ideia. É absolutamente normal que a cerimónia inicie com algum atraso, por vezes de uma certa relevância. Contrariamente ao celebrante, o padre não pode esperar, porque provavelmente naquele mesmo dia, deverá também celebrar missas em outras paróquias. Por isso, a hora marcada com o padre é para cumprir obrigatoriamente. Já vi padres “a fugir” literalmente da quinta, não conseguindo celebrar todos os ritos concordados, deixando os noivos em pânico, e obrigando o celebrante a reinventar e improvisar a cerimónia para todos saírem do impasse.

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CASAMENTO NO RIO DOURO

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   Casar em fevereiro? Porque não? E se for no Porto, num barco de cruzeiro, subindo as correntes do rio Douro? É preciso ter muita coragem (pensarão alguns), ou muito, muito, muito amor…   Celebrar o casamento da Juliana e do Thiago foi para mim um verdadeiro desafio: semanas de condições climáticas implacáveis, até à véspera do casamento, quando repentinamente chegou a previsão de algumas horas de acalmia.

   Naquela amanhã, a Ribeira acordou tarde: com muita preguiça, cafés e restaurantes começavam a abrir, os empregados olhavam para aquele denso teto de nuvens, à procura de um sinal de mudança.

  Vestidos como Esquimós, grupos de turistas chineses moviam-se rapidamente pela Ribeira, aparentemente sem rumo, sorrindo a todas as pessoas com quem cruzavam. Quando a noiva apareceu, com o seu vestido branco a contrastar com a paleta de cores cinzenta que nos rodeava, foi cumprimentada com salvas de palmas.

    O barco zarpou, começando a subir o rio. Com capacidade para cerca de trinta pessoas, uma pequena mesa à proa, decorada com umas flores, o amplo espaço era todo para os noivos, rodeados, naquele dia tão especial, pelo amor e carinho dos pais da noiva (em representação da família toda), e de uma amiga, em representação dos amigos deixados em Porto Alegre. Por incrível que apareça na véspera, o rio corria calmo, não fazia frio e não havia ondulação, se não quando outros barcos se aproximavam para cumprimentarem ou, quem sabe, brincarem connosco. 180216_CasamentoJuliana&Thiago-121

 Quando se avistou a Marina o barco iniciou a descida. Concentrados na celebração, pelo canto dos olhos víamos passar casas, ruínas, estradas, rochedos, dois ciclistas a acenarem, aves com voos rasantes sobre à água. Percebi que passávamos sob a Ponte Luís I por ouvir os gritos e as palmas dos turistas sobre as nossas cabeças.

  O tema do casamento era, e não podia ser outra coisa, a água, que tem caraterizado fortemente a vida e a história de amor dos noivos. Uma historia representada como dois afluentes que confluem numa grande rio, que se alarga para caberem duas vidas. Conta esta história que, tal como o rio, os noivos também passaram por diversas rápidas e quedas de água, antes de chegarem às águas verdes, mansas e profundas do Douro, que carregam os valores, planos e sonhos do casal.

  10408528_858377854258506_4239417882065280828_nPassarmos a Ponte da Arrábida foi como entrar na atmosfera dum outro planeta, o frio, o cheiro e o vapor do Oceano envolveram o barco, ao ponto de nos parecer ouvir ao longe o estrondo daquelas ondas de 6, 7 metros que estavam a castigar toda a costa portuguesa. Chegados a Afurada viramos para iniciar a navegação de volta para a Ribeira.

 Eu, Juliana, aceito-te, Thiago, como meu esposo. Quero partilhar contigo a minha vida, juntos construiremos os nossos sonhos…

 Juliana, recebe esta aliança como sinal do meu amor por ti, respeito e fidelidade… 180216_CasamentoJuliana&Thiago-134

   Ultrapassar a barreira da Ponte de Arrábida, ao voltar, foi como entrar de repente numa estufa quente, mesmo à altura certa para abrirmos o champagne e festejarmos os noivos.

 Antes da assinatura do simbólico certificado de casamento, não podia faltar, navegando no Douro, a celebração do rito da garrafa, que ficará na minha memória. Por razões de espaço na mala, os noivos escolheram uma caixa de vinho do porto tão pequena, tão pequena onde, seguramente com alguma ciência, conseguiram comprimir os votos, o texto da cerimónia, as leituras, as mensagens, enfim, tudo. Daqui a um ano, no primeiro aniversário de casamento, após terem aberto (não sei como…) a caixinha, os noivos abrirão a garrafa para brindarem; será uma ocasião para festejarem a própria união e lembrarem aquela magnífica e tão romântica cerimónia que viveram naquele dia de fevereiro, navegando no Douro.

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